Dia da Abolição da Escravidão Indígena
Chegando ao Brasil, no século XVI, os portugueses encontraram diversas
tribos indígenas. Os índios plantavam mandioca, algodão e milho.
Alimentavam-se com o produto do que plantavam, e ainda, com a caça e a
pesca. Teciam com algodão e trabalhavam a cerâmica. Tinham uma vida
livre e autônoma e boas relações com os portugueses. Por isso, quando
iniciou a exploração do pau-brasil, os índios ajudavam os portugueses,
derrubando árvores e levando-as aos portos de embarque, trabalho grande e
sem justa remuneração.
Iniciando a colonização do Brasil, os portugueses começaram a
expulsar os nativos da terra, a capturar os índios, transformando-os em
escravos, mão de obra mais barata do que os negros. Nesta escravidão, os
índios foram vítimas da violência à sua dignidade e a perda da
liberdade. A escravidão indígena começou em 1534 e foi até 1755. O fim
desta escravidão se deu através das leis de 1755 e 1758.
O
índio só deixou de ser escravo, quando existiram condições econômicas
para comprar negros. Os trabalhos de catequese dos jesuítas se opunham à
escravidão. Para o desempenho dessas atividades econômicas, a
mão-de-obra indígena era barata e essencial. A abolição da escravidão
indígena ocorreu somente de forma definitiva depois, por iniciativa do
marquês de Pombal. Primeiro, por lei de 6 de junho de 1755, válida para o
Estado do Grão-Pará e Maranhão. Depois, em 1758, a medida foi ampliada,
por alvará, para o Brasil todo.
Fonte: Nordeste vinteum

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